O Pragmatismo Econômico Redefine a Inovação Corporativa no Brasil
Um Olhar para 2025
A inovação corporativa no Brasil atravessa um momento de transformação profunda. Se nas edições anteriores do estudo sobre gestão da inovação observávamos um mercado aquecido e impulsionado pela ascensão do país no Índice Global de Inovação, o cenário de 2025 reflete o impacto de um contexto macroeconômico mais desafiador. A euforia deu lugar ao pragmatismo. Parar, recalibrar e buscar resultados reais parece ser a ordem do dia.
Entre as evidências mais marcantes dessa mudança estão a descontinuidade de áreas de inovação em grandes corporações e a retração nos investimentos de fundos de Corporate Venture Capital (CVC). Nesse novo cenário, as empresas estão reavaliando suas estratégias, priorizando eficiência, retornos financeiros mensuráveis e iniciativas que gerem impacto direto para a operação. Afinal, em tempos de incerteza, inovar sem um propósito claro é um luxo que poucos podem sustentar.
Por Que a Inovação Mudou de Rumo?
O Brasil de 2025 apresenta um pragmatismo econômico que orienta a inovação em nova direção: buscar resultados tangíveis. A pesquisa evidencia isso em números:
- Eficiência operacional é o principal objetivo estratégico da inovação para 64% dos entrevistados, superando o crescimento empresarial, apontado por 45% como prioridade.
- A diversificação de portfólio, embora ainda importante, aparece com 42%, mas sob uma ótica de maior controle de riscos e foco na viabilidade econômica.
Essa inversão de prioridades reflete um cenário econômico mais complexo, em que a otimização de processos e custos é essencial para assegurar a sobrevivência e o fortalecimento das empresas. Não se trata de abandonar o crescimento, mas de buscá-lo com maior sustentabilidade e capacidade de adaptação.
Variações por Setor: O Foco na Eficiência
Os objetivos estratégicos da inovação variam conforme o segmento de mercado:
- Indústrias como Manufatura, Construção e Agronegócio mostram forte inclinação para a eficiência operacional. Esses setores, com margens muitas vezes apertadas, entendem que custos enxutos são a base para a competitividade.
- Em contrapartida, setores como o Governamental e o Terceiro Setor ainda priorizam o crescimento, o que pode ser explicado pela natureza dos seus financiamento e objetivos socioeconômicos.
Já as grandes corporações, com maior poder de gestão e recursos, exibem uma distribuição equilibrada entre os três pilares estratégicos: eficiência, crescimento e diversificação. Para essas empresas, a governança corporativa complexa exige inovação planejada e alinhada a múltiplas áreas de atuação.
Os Grandes Obstáculos da Inovação
Apesar do amadurecimento nas práticas de inovação, as empresas ainda enfrentam desafios consistentes e complexos:
- Pressão por resultados de curto prazo (46%): Em tempos de oscilações econômicas, um ROI imediato é prioridade, mas isso reduz a margem para apostas em inovação disruptiva de longo prazo.
- Escassez de budget (41%) e falta de tempo (40%): Esses fatores reforçam um dilema recorrente, em que as empresas precisam decidir entre manter a operação atual ou investir no futuro.
- Aversão ao risco (37%): O medo de errar e de comprometer o fluxo de caixa ainda limita a exploração de novas tecnologias e práticas.
- Engajamento dos colaboradores (37%): Transformar a cultura organizacional permanece sendo um dos maiores desafios de qualquer programa de inovação.
Ferramentas e Práticas: A Ascensão da Inteligência Artificial
O estudo revela um aumento significativo no número de práticas de inovação adotadas pelas empresas, passando de 43 (em 2023) para 58 em 2025. Entre as mais difundidas estão:
- Melhoria Contínua (82%): Demonstra que as empresas estão comprometidas com ajustes incrementais e otimizações diárias.
- Estratégia de Inovação (80%): Inovação bem-sucedida exige planejamento e alinhamento com os objetivos organizacionais.
- Inteligência Artificial (IA): Embora ainda em fase de amadurecimento em muitas corporações, a IA ganha destaque como a tecnologia com maior expectativa de crescimento. Vistas como ferramentas para eficiência e criatividade, as soluções de IA prometem gerar automação de processos e insights valiosos para diferentes indústrias.
Outras práticas, como open innovation e codesenvolvimento, são cada vez mais valorizadas. Essas metodologias permitem que as empresas colaborem para diluir riscos e acessem competências externas, tornando os projetos de inovação mais ágeis e economicamente viáveis.
Uma grande lacuna ainda identificada no mercado, contudo, é a dificuldade de empresas em mensurar o impacto financeiro direto (bottom-line) de suas atividades inovadoras. Para um economista que enxerga a inovação como um investimento, essa métrica é essencial para justificar os aportes e atrair suporte executivo contínuo.
Um Olhar para o Futuro: Mais Colaboração, Mais Sustentabilidade
Olhando para 2025 e além, o estudo sugere otimismo cauteloso. Mesmo diante de desafios macroeconômicos, a inovação permanece no radar estratégico das empresas, com maior alinhamento entre orçamento, governança e objetivos claros.
- Práticas colaborativas, como Jornadas de Experiência e Provas de Conceito (PoCs) ganham relevância. Elas permitem testar hipóteses e validar projetos com menos consumo de recursos.
- As empresas estão cada vez mais inclinadas a se conectar com o ecossistema de inovação, incluindo startups, universidades e consultorias. Essa abordagem promove não apenas o compartilhamento de recursos, mas o desenvolvimento de soluções mais assertivas.
Para gerar impacto real, os líderes corporativos devem abraçar uma mentalidade pragmática, combinando ambição de longo prazo com eficiência operacional.
Centralmaster: Seu Aliado na Inovação Estratégica
No meio dessa transição para um modelo de inovação mais pragmático, a Centralmaster se posiciona como um parceiro estratégico para empresas que buscam navegar pelo cenário de incertezas com confiança. Alinhamos eficiência, tecnologia e ROI para ajudar nossos clientes a maximizar seus investimentos em inovação.
Com expertise em transformação digital, gestão de riscos e métricas alinhadas a resultados, somos especialistas em construir soluções sob medida. Independentemente do setor ou do porte da empresa, entendemos que inovar não é apenas uma aposta – é uma necessidade bem planejada.
A Centralmaster está ao lado de empresas que desejam liderar o mercado com pragmatismo e visão estratégica, impulsionando iniciativas que resultem em crescimento sustentável.
Conclusão: O “Novo Normal” da Inovação
Em 2025, a inovação no Brasil assume contornos mais pragmáticos e focados em eficiência. O tempo da ousadia sem garantias ficou para trás, cedendo espaço à busca por resultados claros e mensuráveis. Com ferramentas como Inteligência Artificial, práticas colaborativas e um olhar mais preciso sobre ROI, as empresas que souberem apostar em estratégias equilibradas estarão prontas para crescer, mesmo em cenários desafiadores.
A inovação é, agora, um motor de crescimento sustentável, e o pragmatismo econômico é seu combustível central.
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