A Economia Sombria do Pix
Entenda as Fraudes e Seus Impactos no Sistema Financeiro
O Pix, que surgiu como um marco na inclusão financeira e na redução de custos transacionais, transformou o sistema financeiro brasileiro. Porém, enquanto revolucionava os pagamentos instantâneos, também abriu caminho para um aumento significativo nas fraudes digitais. O recente “Estudo Golpes com Pix 2024”, conduzido pela Silverguard e SOS Golpe, revelou um cenário preocupante, onde crimes digitais são uma crescente ameaça para instituições financeiras, empresas e consumidores.
Com prejuízos estimados em R$ 25,5 bilhões entre golpes relacionados ao Pix e boletos falsos, o impacto econômico direto exige atenção redobrada. Para empresas como a Centralmaster, que se destaca pela aplicação de estratégias eficazes de cibersegurança e compliance, compreender essas dinâmicas é crucial para apoiar empresas e consumidores na mitigação de riscos e no fortalecimento da segurança financeira.
O Crescimento Alarmante das Fraudes com Pix
A digitalização das operações financeiras no Brasil contribuiu para uma mudança drástica nos crimes econômicos. Entre 2022 e 2023, os crimes digitais aumentaram quase 14%, enquanto os crimes físicos caíram significativamente. No centro dessa transformação, as fraudes chamadas Authorized Push Payment (APP), onde a vítima é manipulada a autorizar transferências, representam 97% dos golpes registrados.
As táticas dos golpistas se sofisticaram, explorando redes sociais, aplicativos de mensagens e ferramentas de engenharia social para persuadir e enganar vítimas. WhatsApp e Instagram lideram a lista de canais utilizados, com 79% das fraudes originando-se nessas plataformas.
Quem é o “Golpista 2.0”? A Corporativização do Crime
O estudo desmistifica o perfil do golpista como um agente isolado, apontando para a ascensão de organizações criminosas altamente estruturadas e profissionalizadas. O que antes era um crime oportunista agora assumiu contornos corporativos, com ferramentas de automação e até mesmo a oferta de scams-as-a-service (fraudes como serviço).
Essas “empresas criminosas” operam com uma lógica quase empresarial:
- “Script Kiddies”: Fraudadores novatos que replicam golpes já consolidados com pouco conhecimento técnico.
- “Os 171”: Líderes que projetam fraudes elaboradas de alto retorno, muitas vezes transcendendo barreiras regionais.
O comportamento dos golpistas também segue uma “rotina profissional”. Curiosamente, a sexta-feira é o dia mais ativo para golpes, enquanto o domingo registra o menor número de incidentes, consolidando o conceito de uma “semana de trabalho” do crime digital.
Os Golpes Mais Recorrentes: Canais, Táticas e Perdas
A análise detalhou as principais modalidades de fraudes com Pix:
- Produto/Serviço de Loja ou Perfil Falso (44,9%)
- Fraudes em compras online simulando ofertas atrativas.
- Promessas de Multiplicação de Dinheiro ou Investimentos Falsos (14,6%)
- Golpistas atraem vítimas prometendo retornos irreais.
- Golpes de Impostores Pedindo Ajuda (9,9%)
- Utilizam engenharia social para simular emergências e sensibilizar as vítimas.
As perdas financeiras também apresentam desigualdades, reforçando o impacto assimétrico do crime:
- Perda média geral: R$ 2.100 por vítima.
- Classes AB: Perda média de R$ 6.300.
- Classe DE: Perda média de R$ 1.500.
Entre os destaques, o “Golpe das Tarefas”, eleito o “Golpe do Ano”, afeta principalmente as classes mais vulneráveis, prometendo renda extra com uma perda média de R$ 4.900 por vítima.
O Dilema do “Laranja” e os Entraves no Combate às Fraudes
O papel do “laranja”, uma pessoa que aluga contas bancárias para movimentação de dinheiro ilícito, é cada vez mais importante na economia da fraude. O relatório revelou que, em junho de 2024, 50% das transações fraudulentas envolveram contas PJ (Pessoa Jurídica), evidenciando uma profissionalização na lavagem de dinheiro.
No entanto, a resposta do sistema financeiro ainda precisa de avanços significativos:
- O Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, que poderia minimizar os danos aos consumidores, é pouco conhecido (68% dos entrevistados nunca ouviram falar).
- A taxa de devolução de valores é de apenas 9%, indicando a necessidade de aprimorar a eficiência na detecção e no encerramento de contas fraudulentas.
Além disso, a implementação de tecnologias antifraude eficazes mostrou-se um diferencial para bancos e empresas. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica foram destaque em pessoas físicas, enquanto empresas como Cora e Transfeera lideraram na proteção para pessoas jurídicas.
A Próxima Fronteira: Combate à “Dark AI”
Com a ascensão da IA Generativa (GenAI), a luta contra fraudes chega a um novo patamar. Golpistas já utilizam deep fakes e outras ferramentas baseadas em IA para enganar vítimas e aprimorar golpes. Isso projeta um desafio crescente para o futuro da cibersegurança, onde a “Dark AI” (IA do mal) fomentará golpes cada vez mais sofisticados.
A resposta para esse cenário está na colaboração entre instituições financeiras, reguladores e empresas de tecnologia, promovendo uma inteligência coletiva para combater fraudes.
O Papel da Centralmaster no Combate à Economia da Fraude
Diante de um cenário complexo, a Centralmaster posiciona-se como um parceiro estratégico em soluções de cibersegurança, governança de dados e compliance regulatório. A empresa oferece ferramentas que auxiliam instituições a:
- Diminuir riscos financeiros com tecnologias avançadas de monitoramento de fraudes.
- Implantar camadas adicionais de segurança para proteger transações e dados sensíveis.
- Capitalizar a análise de dados transacionais para prever e evitar golpes antes que eles aconteçam.
Por meio de sua expertise, a Centralmaster capacita empresas a enfrentar as ameaças e desafios impostos pela economia digital no Brasil.
Conclusão: O Futuro da Segurança no Ecossistema Pix
O Pix continua sendo um marco na evolução do sistema financeiro brasileiro, mas a economia sombria das fraudes digitais exige uma resposta robusta e eficaz. Ao mitigar os riscos, fortalecer a governança, e investir em educação e tecnologia, o Brasil pode evitar que sua revolução financeira se torne refém do crime organizado.
Para empresas, consumidores e instituições, a capacidade de se antecipar às ameaças será o grande diferencial no combate ao problema. No centro dessa transformação, a Centralmaster segue como referência em soluções que garantem a confiança no sistema financeiro e a segurança das transações digitais.
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